Em Dezembro de 2010, conforme anunciei no jantar convívio por mim organizado que decorreu no restaurante Camelo no dia 3 de Dezembro, dei início a um blogue com o nome “Santa Marta Digital”.
Quando iniciei o blogue, defini que a sua existência serviria os Santamartenses na divulgação de informações de interesse geral, em todos os aspectos, com o objectivo de envolver a comunidade na sua promoção e actualização.
Mas, como em tudo na vida, e devido à natureza competitiva da espécie humana, sempre que alguém faz uma coisa aqui, outra pessoa logo corre a tentar fazer mais, ou melhor. Como sempre estive envolvido numa actividade que é praticamente regulada pela concorrência, da qual nunca tive medo, não me vão intimidar ou demover dos meus objectivos, por muito que algumas (muito poucas) pessoas tentem menosprezar este pequeno esforço com comentários menos próprios e, até, mesquinhos, e que só demonstram que a minha voz se está a fazer ouvir.
Em tempo oportuno, fiz um convite a todos os meus concidadãos Santamartenses, para que participassem na divulgação dos acontecimentos da nossa freguesia, tanto a nível social e desportivo, como religioso e até político, isentos de partidarismos, apenas pela transmissão da informação. Foram ainda convidados a divulgar problemas e carências que conheçam no seu bairro, na sua rua, nas suas casas.
Este trabalho tem um objectivo muito claro, o de ajudar os Santamartenses a melhorar a sua qualidade de vida. Ao contrário do que muitas vozes apregoam, a qualidade de vida não existe só porque se fala nela, existe quando os equipamentos e espaços que servem uma área lhe conferem essa qualidade, e pensando bem, e vendo bem, penso que é eticamente incorrecto apregoar uma coisa que não se tem na realidade.
Como deve ser do conhecimento de todos, na Constituição da República Portuguesa está consagrado o direito de igualdade entre os cidadãos, e como todos os que conhecem e respeitam o direito democrático, todo o Homem deve ser respeitado. Assim como vocês, eu também tenho conhecimento e respeito estes preceitos, pelo que a minha luta não é contra ninguém, mas a favor da igualdade de direitos e deveres e, acima de tudo, pela melhoria das condições de vida daqueles que me rodeiam.
Escrevi há pouco tempo num artigo neste blogue, que todos os assuntos aqui expostos foram já abordados por mim em sede própria, ou seja, nas Assembleias de Freguesia. Nada do que aqui exponho é desconhecido de ninguém, ou tem subjacente uma segunda intenção ou um ataque a alguém. Todos os problemas aqui expostos têm uma única intenção, que é a sua resolução, já que em sede própria, pouco ou nada se consegue resolver, assim como são poucas ou nenhumas as explicações que se conseguem obter acerca destes e de outros problemas.
Para aquele(s) que, não estando familiarizados ou não concordando com alguns direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente o direito à liberdade de expressão e informação, o direito à capacidade civil e à cidadania, o direito à liberdade, o direito à reunião, entre outros, e que se sentem incomodados com os 50 ou 60 minutos que dedico a percorrer a freguesia para melhor conhecer os seus problemas, ou com o tempo que dedico ao convívio e troca de ideias com amigos que muito prezo, em locais públicos e perfeitamente visíveis e conhecidos, ou até com as minhas modestas intervenções nas assembleias de freguesia, tenho a dizer que não considero o meu tempo como perdido e não irei recuar em relação às minhas convicções. Considero ainda que, apesar de saber que estou a “remar contra a maré”, este tempo que consideram perdido tem trazido alguns benefícios a Santa Marta, ainda que pequenos e pontuais.
Voltando aos artigos por mim publicados neste blogue, e conforme facilmente se pode constatar pela sua consulta, além de documentar as necessidades da freguesia, que de outra forma cairiam no esquecimento, são publicados também artigos que documentam vários aspectos histórico-culturais da nossa comunidade. Um exemplo disso será o artigo que publiquei acerca dos Nichos das Alminhas do Purgatório. Também este trabalho, que pretendia ser um repositório de uma das características típicas e quase exclusivas desta zona do território português, foi alvo de críticas por parte das mesmas pessoas que, com alguma mesquinhes, tentam denegrir e diminuir tudo o que neste blogue é produzido. Fui também criticado pelo comentário que elaborei em relação à falta de respeito, que é do conhecimento de todos, a que o nosso cemitério é constantemente submetido. Apesar de ser um católico, praticante e assíduo, devo dizer que não é apenas por uma questão de crença religiosa que me preocupo com estas questões, mas acima de tudo, por uma questão de preservação do nosso património cultural, que está a pouco e pouco a ser esquecido e a desaparecer. Quanto ao cemitério, preservemos a dignidade dos seus moradores e o respeito que lhes é merecido.
Se pensarmos um pouco, quase todos os políticos acima dos 50 anos de idade, bem como os seus amigos, estão bem colocados ou até bem reformados. Não pensem que invejo essa situação, pelo contrário, não me sentiria bem comigo próprio, sabendo que a minha condição teria dependido de, na maioria das vezes, passar por cima do mérito de outros com a ajuda de “amigos”. Ao contrário destas pessoas, sinto-me bem sabendo que durante toda a minha vida ajudei o meu país, pagando os meus impostos e cumprindo sempre todas as minhas obrigações, mesmo sabendo que outros não teriam o mesmo sentido de ética.
Hoje vemos os políticos, esses políticos que se governaram, a criticarem-se uns aos outros, mesmo sabendo que têm telhas de vidro. Além das telhas de vidro que ignoram, não consigo perceber qual o seu mérito quando nada fazem pelos pobres, pelos jovens ou pelos idosos.
Eu sei bem que os pobres são uma boa bandeira nas campanhas eleitorais, sei que os jovens desta geração têm que voltar a recorrer ao mesmo sistema a que os jovens da minha geração muitas vezes recorreram, a emigração. Sei também que os idosos, à semelhança do que tem vindo a acontecer desde há muitos anos, são despejados durante as férias na casa de familiares, e muitas vezes em corredores de hospitais e lares, que se transformam em verdadeiros corredores da morte, dado o esquecimento a que são votados.
Pergunto o que, em 37 anos de democracia, foi feito por estes políticos em relação a estes flagelos. Nada, a não ser pelos seus umbigos.
Que moral têm aqueles que escrevem certas barbaridades em comentários, ou em artigos de opinião, em que tentam dar lições de moral e avisos? A todos esses, que felizmente não passam de meia dúzia, sugiro que deixem de dividir e enganar a freguesia.
Lembrem-se que hoje, com pouco esforço, é possível conhecer a origem destes comentários, também é possível que se quebrem algumas telhas de vidro sem necessidade de um vento muito forte.
Como não pretendo com este modesto espaço de opinião, informação e divulgação, ser responsável por telhas partidas, fiz uma selecção de todos os comentários deixados por anónimos, passando a partir desta data a analisar todos os comentários antes de serem publicados. Aproveito ainda este meu desabafo para agradecer a todos os que, pretendendo contribuir para aumentar a qualidade de vida na nossa comunidade, utilizaram o meu blogue como meio de transmissão das suas preocupações, esperando poder continuar com a vossa ajuda e com os vossos comentários.
Para finalizar este comentário, lamento que pessoas que ocupam cargos de destaque na nossa freguesia, aceitem fazer parte e não digam que não à política nos blogues da freguesia. Não tentem enganar os Santamartenses. O futuro a Deus pertence e a razão e a verdade, mais cedo ou mais tarde, serão do conhecimento de todos.
Mantenham a vossa voz activa, comentem, partilhem as vossas preocupações em relação à comunidade.
Um abraço a todos.